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segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

A POTRA DE OLHOS AZUIS




JURAVA QUE NÃO HAVIA, MAS HÁ, EU VI NUMA BAIA RECLUSA DA LIBERDADE.

VI TAMBÉM OS OLHOS DA MULHER QUE ADMIRAVA

A POTRA DE OLHOS AZUIS, CUJA CRINA TRANÇADA, O PEÃO TRANÇOU COM MAESTRIA.

A MULHER DE OLHOS CLAROS, NO MOMENTO, MENINA FALANDO EM SILÊNCIO,
COM A POTRA DE OLHOS AZUIS.

EU QUE CONTEMPLEI, NÃO NOTEI O ALERTA DA BRISA
ALERTANDO UM ADEUS.

E AGORA EU CHOREI.
E A POTRA TALVEZ CHORE, COM A LIBERDADE DOS CAMPOS VERDES ACORRENTADA.

A MULHER CALADA SORRIA, FALAVA BAIXINHO COM O ANIMAL, COMO QUE A BRISA TOCANDO O ROSTO, 
EU VI.

VI TAMBÉM AS LÁGRIMAS DA MULHER DE OLHOS CLAROS.

VI ENCONTRO DE DOIS ESPÍRITOS,  
ERAM CRIATURAS DE DEUS.

EU LI NOS OLHOS DA POTRA 
A MULHER REFLETIDA ALI.

E A MULHER DE MÃOS DADAS, 
ERA MENINA, SORRIA CRIANÇA.

COMO QUE NA ALMA DO VENTO,
DE MÃOS DADAS COMO QUE,

PAIXÃO QUE PARECE NÃO ACABAR.

E QUEM ENTENDE DO AMANHÃ DE NÓS?

COMO O ESPÍRITO DA MULHER DE OLHOS CLAROS, COMO BRISA TOCANDO A ALMA DA POTRA, 
DE OLHOS AZUIS.


MARKUS LIBRA.