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quarta-feira, 15 de junho de 2016

No lugar das asas. Por Markus Libra



No lugar das minhas asas, ficaram as feridas do tempo que eu avoava.

E na brisa eu sentia o meu coração.

Triste coração que cambaleava no vento dos bons sonhos.

E o amigo foi embora no navio pirata, depois de sepultado.

E o beijo da menina linda, foi plantado na terra tombada.

E o espírito do meu velho pai, partiu num cavalo baio.

E eu chorei os olhos da minha mãe acenando do portão.

E o vazio não voa comigo, mas me amedronta.

Meu cachorro campeiro faz arte no céu dos caninos.

Notam-se as feridas onde eram as asas.

E nos livros os rabiscos estão em prantos.



Markus Libra


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